Mas a barreira da dúvida, da incerteza, do medo... finalmente foi rompida. E agora, após quatro anos, olhar para trás e perceber – que cada provisão, cada luta durante essa jornada, cada vitória – aponta necessariamente para o Deus de toda a glória – é muito gratificante.
O tom de despedida pode soar estranho (pois ainda estou cursando o quarto ano) – mas apesar de saber que o Senhor ainda tem muito que me surpreender, já posso perceber o mesmo frio na barriga de quatro anos atrás... não saber o próximo passo, novas decisões surgindo. Parece que de tempos em tempos somos conduzidos ao “vale do desconhecido”, para que a nossa confiança e dependência em Deus seja fortalecida, renovada. Para que não percamos o foco e caiamos na independência, na autossuficiência – o que acabaria nos levando, inevitavelmente, ao orgulho (o caminho inverso é igualmente verdadeiro).
Enquanto estamos no “vale do desconhecido” temos uma boa oportunidade de avaliarmos por onde anda nosso coração diante das conquistas, das bênçãos e até mesmo das provações.
- Quando oramos por direcionamento queremos de fato uma resposta de Deus, ou desejamos andar por um terreno seguro em que nos seja fácil tomar as rédeas e dar o rumo que sempre desejamos?

A resposta para essa pergunta pode indicar o quanto você esta disposto a confiar verdadeiramente em Deus.
Ao mesmo tempo vemos nas escrituras um princípio norteador para esses momentos de dúvidas e incertezas. Um princípio que nos leva ao reconhecimento de que Deus tem o controle da história – sendo o Soberano, Senhor sobre tudo e sobre todos: “devemos olhar para trás”. Israel é encorajada pelo próprio Deus a ensinar seus filhos sobre os grandes feitos do Senhor – quando na libertação do Egito. O olhar coletivo de Israel para a história os auxiliaria na percepção de que o Deus que os livrara da escravidão, dando todo o sustento e orientação, era o mesmo Deus imutável que continuaria suprindo, cuidando e intervindo a favor de seu povo. Essa lembrança, por sua vez, deveria levá-los a uma atitude de temor e reverência – de obediência diante das estipulações da Aliança (Dt 6.20-25).
O princípio se enquadra perfeitamente a cada um de nós na medida em que reconhecemos a intervenção de Deus em nossa própria história. Esse olhar para trás não deve nos levar a nostalgia, mas a uma atitude humilde, e por que não minuciosa, para que reconheçamos os grandes feitos do Senhor em cada detalhe. Há muitos motivos para agradecer. Há muitos motivos para confiar e depender no Deus da Bíblia – porque Ele é Deus pessoal, que intervém na história – com o único propósito de glorificar o próprio nome. E Ele é o único digno.
Encorajo-o a fazer esse exercício. Olhe para trás e perceba o quanto o Senhor tem feito. Essa postura, ainda que não garanta uma resposta de provisão na mesma proporção – porque Deus não é um operário a nosso serviço - deve despertar em cada um de nós a convicção de que Deus é o dono da história. Dentre outras verdades, essa nos declara que Ele é digno de nossa confiança.
Nesses últimos anos, quando olho para trás, percebo o agir de Deus...
- ao levantar irmãos – que há quatro anos têm sido fiéis, não só por acreditarem que de alguma forma posso ser usado por Deus em Sua obra, mas essencialmente, por terem compreendido a responsabilidade de cada um de nós (crentes em Cristo Jesus), de contribuir financeiramente para que outros possam ir. Sou muito grato a Deus por sua vida;
- ao me dar compreensão sobre os propósitos de Deus para a sua igreja, e como eu me encaixo nesses propósitos.
- ao me dar consciência das áreas que precisam ser desenvolvidas a fim de que o caráter de Cristo seja plenamente forjado em mim.
É possível descansar diante do “vale do desconhecido” – quando olhamos para o passado e reconhecemos a mão de Deus conduzindo cada detalhe. Ele é fiel.
Ore por:
Família: Minha mãe – saúde: início de osteoporose, e desgaste na coluna; Minha irmã e sobrinhos.
Ministério Final de Semana junto a Igreja Evangélica Cristã, igreja na qual tenho tido oportunidades de aprendizado nas áreas de pregação, estudo bíblico e aconselhamento pessoal.
Estágio Integral em 2015 – Preciso definir um local para o estágio – de preferência relacionado a uma oportunidade ministerial consistente.
Validação do curso – há a oportunidade de validar o curso de teologia junto ao MEC. O governo definirá uma data limite em breve. Acredito que seria pertinente – mas é necessário avaliar a questão financeira. Essa possibilidade deve encerrar até o final do próximo ano, no máximo. Por essa razão a decisão deve ser tomada ainda neste ano.
Em Cristo,
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