quinta-feira, 26 de julho de 2012

Eles estão rindo de mim



“O que o medo da vergonha e o medo da rejeição têm em comum? Para usar uma figura bíblica, os dois indicam que as pessoas são o nosso ídolo favorito.” Edward T. Welch



“Penso, logo existo!” a afirmação de Descartes é clara, e porque não dizer legítima. Afinal de contas a capacidade de pensar, raciocinar é inerente ao homem – tanto que o diferencia dos animais, e o capacita na busca por Deus. Mas se os pensamentos não estiverem baseados na verdade? Se o que te move são apenas pensamentos baseados em uma verdade distorcida, que desfigura as circunstâncias, as pessoas, os relacionamentos?  O que seria o sinal de uma existência bem sucedida, de liberdade; pode, de forma inversa, aprisioná-lo em um ciclo de medo, angústia e solidão.

Não pensar no que é verdadeiro é a base do temor a homens. Depois disso, cada degrau da escada que o leva a ações, reações e omissões são bastante simples, embora nem sempre fáceis de reconhecer. “Pensar em tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4.8). 

Praticar este versículo é fundamental para o pleno desenvolvimento da liberdade em Cristo, para tanto contamos com a intervenção divina e o planejamento prático para lidar com este problema – que engloba outras áreas como a necessidade de aceitação, fuga da humilhação, comparação, julgamento dos outros e auto-julgamento.

Temer faz parte da natureza humana – e é o que em muitos casos garante a sobrevivência. Mas me refiro essencialmente ao temor que interfere nas relações humanas. É a menina que só veste determinada roupa pensando no que as colegas irão dizer, ou no que os colegas irão pensar sobre ela. É o garoto que disposto a não ser o bobo da turma mente ou arrisca a própria vida. Ou um adulto, homem ou mulher, que passa a vida inteira lutando por status... sem verdadeiramente viver, em virtude do que os outros irão pensar. No outro lado da moeda, pessoas que ao invés de agirem, são omissas à vida. O temor ao que os outros estão pensando simplesmente as paralisa.

Essa perspectiva de ação e omissão também se volta ao relacionamento com Deus. E podemos afirmar que tal comportamento tem como ponto de partida um relacionamento não saudável com Deus. O resultado de uma vida egocêntrica, ao invés de cristocêntrica. A lógica do pensamento “Eles estão rindo de mim”, quando alguém passa por um grupo de pessoas – está focada no individuo, em um mundo que gira em torno deste individuo. E este é o primeiro alicerce que precisa ser quebrado, caso você partilhe deste sentimento. Embora sua impressão possa ser a expressão da verdade, o fato de pessoas estarem rindo de você não deveria lhe impactar tanto se você estivesse plenamente convicto de quem você é em Cristo, ou melhor, se você estivesse convicto de quem na verdade é Cristo.

A perspectiva deve estar em Cristo
Uma vez que você depositou sua vida nas mãos de Cristo – aceitando-o como seu Senhor e Salvador pessoal – você está capacitado para viver de forma a colocá-lo no centro, a tomar a decisão de negar-se a si mesmo. Assim, já não é mais você, mas Cristo. Uma decisão que precisa ser tomada de forma consciente – onde os holofotes estão na pessoa de Cristo, e não em você, independente das circunstâncias da sua vida. Sua preocupação está em colocar a Pessoa do Senhor Jesus Cristo em evidência através da sua vida.

Para vencer o temor a homens você precisará reconhecer que vive uma vida autocentrada – acreditando que o mundo gira em torno da sua vida e de seus problemas. Não negamos as tribulações, mas uma vida que tem como objetivo glorificar a Deus – deve ajustar o foco temendo a Deus e não a homens. Ou seja, é agir com os olhos no que Deus está pensando, e não no que os homens pensam ou deixam de pensar.

A sequência é lógica – para saber o que Deus pensa, e assim reconhecer o que deve direcionar minhas atitudes com relação aos outros e a mim mesmo – é preciso buscar a Deus em Sua Palavra. O conselho parece bastante simples, mas quantas horas você investe em sua vida devocional? Você – sozinho – buscando a orientação para a sua vida nas escrituras? E quantas você gasta na busca por pessoas, atrás de conselhos – “precisando das pessoas”? A resposta sincera para estes questionamentos irá ajudá-lo a verificar onde está o foco do seu coração. Em Deus, ou nas pessoas?

Necessidade de aceitação, fuga da humilhação (orgulho), comparação, julgamento dos outros e auto-julgamento são evidências de uma vida que tem o foco nas pessoas e não em Cristo. Assumimos determinado comportamento (moda, maneirismos, gírias...) na busca por aceitação. Não queremos ser deixados de lado. Nossas ações e omissões giram em torno deste sentimento que revela um coração orgulhoso, egoísta – que não quer ser humilhado, logo – deseja ser exaltado.

A comparação também não reflete a Cristo – e está relacionada ao julgamento dos outros e ao auto-julgamento. Não há como comparar sem julgar – e a comparação que leva ao temor a homens – geralmente está associada a uma visão distorcida sobre quem você é em Cristo e sobre quem as outras pessoas são em Cristo. Desenvolver um espírito grato pela maneira como Deus te fez e cuida de você é parte essencial para se temer a Deus.

Saber quem você é em Cristo torna-se essencial para viver uma vida de liberdade – sem  “precisar das pessoas”, mas amando cada indivíduo e revelando Cristo. 

Artigo para a disciplina Ética II, cursada em 2011 - Professor Alexandre Mendes

sábado, 21 de julho de 2012

Um encontro especial - Escola Bíblica de Férias


Durante os dias 16, 17 e 18 trabalhei com cerca de 55 crianças através da Escola Bíblica de Férias (EBF). Foram três dias de muita diversão e alegria. Como estratégia contamos a história de três personagens que tiveram um encontro especial com Jesus. Assim, criamos uma Máquina do Tempo... e a Mulher Samaritana, Zaqueu e Maria (a irmã de Lázaro) contaram suas histórias e o modo como foram impactados por Cristo, pessoalmente.





Os jovens estiveram envolvidos em todo o processo. Trabalho que resultou em uma grande oportunidade de evangelismo e edificação daqueles que participaram:









Outra oportunidade com as crianças é a Oficina de Teatro. Todos os sábados temos nos reunido e ensaiado   duas pantomimas sobre a criação e a origem do pecado. No dia 29/07 iremos apresentar no culto, ocasião em que os pais das crianças estarão presentes.







 Contamos com suas orações.

sábado, 14 de julho de 2012

Santa Terezinha: uma cidade que carece de água viva


Santa Terezinha (sertão de Pernambuco) definitivamente não é uma cidade grande. Aqui, a água demora um pouco a chegar, e a chamada festa de João Pedro mobiliza a todos que ainda procuram um sentido para a vida na bebida e nas drogas.  Nesta festa, com duração de cinco dias, as pessoas gastam o que não têm - e parecem esquecer os problemas.




Iniciei meu estágio de inverno na Igreja Aliança Evangélica Internacional (IAEI) no dia 30 de junho. Tenho trabalhado com o grupo de jovens e adolescentes da Igreja - um dos objetivos é motivar cada jovem. Assim, iniciei com um curso de evangelismo e saímos evangelizando de casa em casa - algumas pessoas decidiram entregar suas vidas ao senhorio de Cristo. Tem sido muito bom.

 Além disso, iniciamos uma Oficina de Teatro com as crianças da comunidade. Iremos apresentar uma peça no dia 29 de julho durante o culto. Ore porque será uma oportunidade para que muitos entendam a mensagem do evangelho.

Jovens e Adolescentes da IAEI em Santa Terezinha:


Evangelismo:


Continue orando.

Forte Abraço,